quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Até que a morte nos separe 65

Choro por não poder lhe mostrar as flores no amanhecer de um novo dia,
choro por saber que não poderá ver mais o por do sol,
choro por saber que jamais poderei lhe dar outro abraço como antes,
choro principalmente por estar tão distante....

A cada dia vejo e revejo nossos momentos em minha alma
a cada passo que do para frente sinto minha alma voltando para teus braços,
a cada dia que morre junto a um novo amanhecer vejo que ficou tão perto de sentir a terra fria,
tão úmida,e pesada,te vejo também tão próximos da água e do vento...

vi seus olhos calados de dor,me senti neles frios e brancos,
sinto falta até das broncas,dos conselhos,das brincadeiras,das histórias etc...
são tantas as coisas que sinto falta,
sempre ao ver uma flor nascer tento entrar dentro dela entrar para tão longe,
esperança talvez de me encontrar com vocês,
sinto tudo tão perto em meus sonhos e tão distante na realidade,
vejo os crimes que cometi me tornei escrava deles,
talvez escrava maior de mim mesma....

Estive por perto na despedida e nunca consegui falar o que realmente devia ter falado,
nunca fiz o que realmente devia ter feito,
hoje sinto o peso de cada erro cometido,
eles me fizeram o que sou hoje,
ainda sinto a raiva e o temor de cada momento
quis me matar a o perceber que não teria mais para onde correr,
quis correr sem rumo,
então me fechei nessa escuridão que virou um labirinto sem fim...

Queria tanto vocês aqui comigo,
procuro em cada andar um pouco de cada um,
tudo que faço me lembro desse frio na barriga,
cada dia que se coloca por cima tento sobreviver com as lembranças cada vez mais reais,
todos sabem que tudo isso agora é algo em vão,
queria ter falado ao menos na ultima noite "AMO VOCÊS"
Nem para isso tive coragem,aprendi que o amanhã seria uma dor pior e que cada dia seria igual,sem vocês aqui ao meu lado sinto tanto a falta de vocês como punhais em meu peito que só sabem entrar cada vez mais,luto contra minhas lágrimas nessa vasta ideia de que estão bem melhor agora,por que tiveram que partir assim sem adeus,sem volta e essa flor que nunca morre com seus
espinhos que me cortam na alma sem dó nem piedade....
                                                  (ARMANDO & MARIA
                                                                    Um corpo pode se perder nesse tempo e mundo,
                                                                     mas nunca estará morto se ainda tiver a lembrança,
                                                                      guardada na alma refletida de saudades....)

Tempos ruins,Textos piores


Caminho sobre passos que matam,
Fico viva após essa dor e ainda sim continuo a andar,
Caminho sobre o deserto passo pelas dunas de lágrimas,
Procuro não olhar para tras tento desfazer um novo horizonte,
Caminho sobre os marés e lá sinto minha nova paz gerando lucro,
Tento vendar meu reflexo no meio de tanto sal e tudo que vejo é vc
Caminho sobre essas chamas frias como o medo que sinto por dentro
Quanta palha queima a meu redor sem que eu possa fechar os olhos
Caminho sobre as nuvens que se soltam como fumaça
Atravesso então a noite sobre a luz das estrelas com a guia do luar
Caminho então sobre o vento que sobra para frente me levando de volta para traz
Me perco em meus sonhos mais uma vez e tudo isso ocorre enquanto a palha se queima no gelo
Caminho então mais uma vez sobre a solidão que se vai caindo a cada passo
Queria amanhecer no luar mais forte que ontem
Caminho novamente sobre as águas que vão descendo sem destino
Então me desperto desse sonho e vejo que foi tudo uma ilusão de meus medos...

Se eu fosse apenas.....

Se eu fosse apenas uma rosa,
Com que prazer me desfolhava,
Já que a vida é tão dolorosa
E não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
Com que prazer me desfaria,
Como em teu próprio pensamento
Vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
Desta humana,amarga demora!
----de ser menos breve do que a água
mais durável que o vento e a rosa......
                                                                                      ( Cecília Meireles )