segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Entre anjos e demônios

Enquanto alguns se escondem no calar da noite e procuram a luz vaga da lua para se proteger, outros se escondem do calor que apenas a luz do sol é capaz de alcançar nos corpos frios e sem formas que vão saindo aos poucos dos esgotos sofridos pelo desrespeito dos que circulam durante a luz do sol.

  Caminho entre as ruas com poucos focos de luz que logo ganham censura, a vai ficando confuso e perdido nessa memoria curta que nunca luta nem pelo direito do próprio corpo que deixo de ser o templo pessoal feito para cada se em especial, talvez seja para iludir-los com o pensamento de ser único.

Me sinto entre anjos e demônios até a luz das poucas estrelas me desperta para notar que a vida não passa de uma simples questão de pontos de vistas, e o brilho estranho que a lua reflete parece até os gritos silenciados pelas "autoridades maiores", vejo o tempo que chamamos de irracionais quando na verdade nos somos os irracionais...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lágrimas sem quedas

  Já te bateu uma certa solidão ? é uma que vem lá do fundo, parece que salta do meu peito, como uma espada que se crava na alma, então olho para o lado e vejo tudo cinza mesmo que o dia esteja lindo com pássaros cantando, beija-flores batendo na janela, crianças correndo pela rua, e até mesmo com pessoas ajudando senhoras de idade a atravessar a rua, um dia lindo de sol, quente tão quente quanto o amor ardente de dois corações distantes que se reencontram, mesmo o dia estando dessa forma perfeito ainda sim sinto um vazio dentro de mim, uma solidão talvez saudades não sei ao certo quando isso começou, você já se sentiu assim ?

  Estou caindo no meu próprio medo, e agora desejo nunca mais fechar os olhos pois toda vez que os fecho vejo um filme em câmera lenta de todos os momentos ao seu lado, toda vez que pego meu violão cada corda que vai cortando meus dedos lentamente são como lembranças de um passado que tento esquecer, o problema é que quando tudo vale o preço final não esquecemos apenas guardamos no subsolo de nossa alma, aonde todas as memorias ficam guardadas como dor, até mesmo chorar dói, talvez seja pelo fato dessa lágrima ser para você..
 

   Hoje acordo no meu manto particular de dor, em meu mundo privado, tudo está tão cinza desda última vez, que você esteve nele, sei que tudo ia acabar assim, não errei quando disse: Deixa rolar, o final será o mesmo.. a dor de não lhe ter. Hoje percebo que foi até bom tudo ter sido assim aprendi que jamais devo ouvir meu coração pois ele é masoquista de mais para escolher um caminho sem dor, você já esteve assim? então você sabe o que é o silêncio das lágrimas que ficaram presas em meu peito...

SOPA

domingo, 22 de janeiro de 2012

É incrível como são as coisas simples que nos matam por dentro

Um corvo entre milhares calados


Venha até mim, solte as mãos dessas crianças tolas que iram acreditar nas palavras fúteis, vamos começar um comercio mundial de almas e calar os sobreviventes dessa guerra sem razão, vamos conquistar o mundo com nossas palavras cobertas de promessas falsas, vamos iludir a liberação de informações a nosso respeito e vender o mundo por uma migalha de pão velho..

Solte as mãos desses jovens vamos inventar diversões vazias para ocupa-los e vamos iludir todos eles em telas, joga-los em campos e fingir que nos importamos com elas e depois vende-los para um mundo aonde tudo se resume em uma miséria cega de visão..

Solte as mãos desses adultos também eles todos já estão conformados alguns com a mente vazia pela solidão de milhares, outros nem sonhos possuem mais, se lembra de quando vendemos as almas dos jovens? Bem eles cresceram e hoje são mudos repletos de uma visão cega..

Solte-se desse lado e venha até mim irei lhe mostrar um mundo vazio e falso como o coração humano que abita em teu peito, já conquistamos o mundo, destruímos todos os sonhos, devoramos as almas de leilões e fechamos seus corpos no silêncio de todos os problemas reais e damos sobras para elas reclamarem depois as calamos novamente com novas promessas de estar ao lado delas...

Blood Mary




Me chame no espelho e olhe seu rosto pingando com toda esa dor, olhe e apenas olhe e diga tres vezes meu nome "Blood Mary" e se liberte desse corpo que pinga diante dessa dor por saber que sempre estive presente(Blood Mary) em sua alma calejada nas lágrimas refletidas nesse espelho de sangue criado na cruz desse silêncio eterno que tranca tudo na lembrança desses pedaços caidos sobre o chão...     Blood Mary. Agora se levante e pegue essa vela que acende a cada grito de pavor refletidos pela sangre de suas cicatrizes gritadas nessa noite Blood Mary. Erro é não tentar se levantar...