Uma tarde de verão, vai sendo coberta pelos sorrisos de outono que carregam algumas fumaças cinzas, que lentamente vão chorando pela dor do vento, que mesmo livre nunca deixou de sentir-se só, sem outra alma para a seu lado soprar as paixões vazias que nele se soltam com sons dizendo coisas como: Estaremos bem eu te amo.., ou para gritar o silêncio da dor que nunca abandona o corpo que se prende, entre as paredes para fugir da realidade.
No fundo todos nos somos como o vento, estamos livres de grades, porém, sempre só, caminhando pelas pedras da solidão.. E logo as lágrimas vão ganhando forma na chuva que bate no asfalto junto do vento formando desenhos, e jogos na imaginação de uma criança, que observa tudo pela janela, como uma gaiola escupida pelo medo de nela se molhar, aos berros da mãe zangada por não ter deixado, pobre criança mal sabe ela que essa chuva cinza é o banho das almas feridas
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Uma recordação
Numa tarde fria e de chuva quero estar ao seu lado segurando tuas mãos e dizendo: Nem os raios vão ser capazes de nos separar, nem o relâmpago é tão forte quanto as batidas de meu coração ao seu lado.
Me lembro da nossa primeira tarde de outono numa praça vazia, porém, cercada pelas folhas mortas, lembro que havia lhe dito: Não importa quantas estações passassem, nem quantas folhas caiam mortas sobre nosso solo meu amor por ti jamais acabará.
Me lembro também da primeira rosa que lhe entreguei junto de meu coração, me lembro de tudo na clareza de minhas lágrimas que aos poucos se calam, por um novo grito e uma nova guerra, talvez o combate nunca mude.
Lembro das juras e do vento frio que ia nos separando, levando as juras em seu vão e assim cada um acabou indo para lados diferentes e não importa o quanto distante esteja ainda penso em você, acabei no litoral com o vento salgado lembrava teus lábios e cada batida desse vento se tornou uma lembrança, que com o tempo virou uma tortura fria, em meus olhos calados pela tristeza de saber que o fim nunca nos abandona e mesmo assim nunca deixei de lhe amar, afinal todos temos que ter um amor na recordação de cada folha de outono que cai morta, na verdade elas não estão mortas e sim renovando suas dores...
Me lembro da nossa primeira tarde de outono numa praça vazia, porém, cercada pelas folhas mortas, lembro que havia lhe dito: Não importa quantas estações passassem, nem quantas folhas caiam mortas sobre nosso solo meu amor por ti jamais acabará.
Me lembro também da primeira rosa que lhe entreguei junto de meu coração, me lembro de tudo na clareza de minhas lágrimas que aos poucos se calam, por um novo grito e uma nova guerra, talvez o combate nunca mude.
Lembro das juras e do vento frio que ia nos separando, levando as juras em seu vão e assim cada um acabou indo para lados diferentes e não importa o quanto distante esteja ainda penso em você, acabei no litoral com o vento salgado lembrava teus lábios e cada batida desse vento se tornou uma lembrança, que com o tempo virou uma tortura fria, em meus olhos calados pela tristeza de saber que o fim nunca nos abandona e mesmo assim nunca deixei de lhe amar, afinal todos temos que ter um amor na recordação de cada folha de outono que cai morta, na verdade elas não estão mortas e sim renovando suas dores...
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