segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um salto para o ontem

Me sinto numa fuga sem fim,é como saltar entre os prédios,e entre um prédio e outro sempre acabo quebrando um espelho,fico no chão para recolher os cacos que me cortam como lâminas,queria que eles cortassem apenas minha pele mas sempre acabam cortando minha alma,incrivel mesmo é ver que tenho medo de me levantar e descobrir que a dona desse espelho é vc.

Ao me levantar vi que deixei tantas perguntas marcadas com meu sangue para no fim não ter resposta nem para minha própria loucura,talvez eu esteja me sentindo com mais medo,ou esteja apenas me libertando de vc,cada segundo que passa é como se o mar estivesse com sua maior onda e minha fuga seja saltar entre os prédios que refletem dor e solidão de cada ser que se afogou entre as nuvens cinzas...

Estou voltando para o começo,mal sinto minhas pernas de tanto saltar entre espelhos que refletem o mar,e nesse abismo aonde tudo se perde e a esperança vira medo,no mais fundo tudo vira pó até mesmo nossos corpos mortais de puro extase de solidão,mas afinal somos todos solitários até mesmo quando estamos no meio de uma nova escalada...

Quero apenas saltar sem quebrar tantos espelhos,pois cada espelho é como um medo novo que nasce em meu corpo,que flui como uma droga para minha alma,e nada nunca tem fim...

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