sábado, 11 de fevereiro de 2012

Uma recordação

Numa tarde fria e de chuva quero estar ao seu lado segurando tuas mãos e dizendo: Nem os raios vão ser capazes de nos separar, nem o relâmpago é tão forte quanto as batidas de meu coração ao seu lado.

Me lembro da nossa primeira tarde de outono numa praça vazia, porém, cercada pelas folhas mortas, lembro que havia lhe dito: Não importa quantas estações passassem, nem quantas folhas caiam mortas sobre nosso solo meu amor por ti jamais acabará.

Me lembro também da primeira rosa que lhe entreguei junto de meu coração, me lembro de tudo na clareza de minhas lágrimas que aos poucos se calam, por um novo grito e uma nova guerra, talvez o combate nunca mude.

Lembro das juras e do vento frio que ia nos separando, levando as juras em seu vão e assim cada um acabou indo para lados diferentes e não importa o quanto distante esteja ainda penso em você, acabei no litoral com o vento salgado lembrava teus lábios e cada batida desse vento se tornou uma lembrança, que com o tempo virou uma tortura fria, em meus olhos calados pela tristeza de saber que o fim nunca nos abandona e mesmo assim nunca deixei de lhe amar, afinal todos temos que ter um amor na recordação de cada folha de outono que cai morta, na verdade elas não estão mortas e sim renovando suas dores...

Um comentário:

  1. Eii Mandy sempre surpreendendoo, tu escreve mto sabia?! parabéns ta lindoo oblog *-* bjos

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