domingo, 14 de agosto de 2011

eu tentei mas infelizmente

Não tem mais como sair nem escapar desse sonho
Desse abismo sombrio sem chamas
Passando por almas caladas de seu próprio erro
Com tanta coisa a ser dita entre tantas bocas caladas
Entre tantos lábios molhados de rancor de si mesmo
Com sonhos fracassados que acabaram em um canto qualquer com poeiras....

É tem coisas que não tem como o tempo apagar
A dor de uma derrota se torna ondas
Vai e vem como se tudo fosse normal

E a loucura já adotou isso como um conflito tão comum quanto acordar....

Todos os dias ao me levantar vou até o espelho
Não me reconheço mais
Não sei o que estou vendo,meus olhos agora estão vendados de suor
Esse suor que se transforma em sangue estupido por viver dele e por ele
E tudo que vejo são pessoas caminhando de um lado para o outro sem saber para onde ir
Tudo que consigo ouvir e sentir agora é a batida do meu violão sobre meu coração
Essa batida faz eu correr para um novo mundo
Algo assim sem motivo que apenas faz falta
Essa falta que me corroí segundo por segundo
Mas estou apenas vivendo tudo isso como se fosse normal não é mesmo ?
Queria saber quantos já se viram dessa forma no espelho....

Se um dia eu tiver uma gota de sangue seria a minha ultima perda
Após tantos cortes,após tanto suar para uma guerra que nunca tem fim
A ultima coisa que irei ouvir é seu nome sendo exclamado por meus lábios dizendo:
- Venha até mim,minha doce esperança vazia ....

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