domingo, 14 de agosto de 2011

Prisão sem correntes

Me sinto presa num corpo de um servo qualquer
Me sinto um servo qualquer por dentro
Talvez essas rosas estejam,me rasgando
E essa dor se torna tão forte que não posso suportar,
Sinto espinhos sendo cravados segundo por segundo
Como punhais em meu peito,mastigando minha alma
Como se tudo fosse tão normal e incapaz de se ferir
Quero ver teu olhar tão puro sendo quebrado nessa prisão
Uma prisão com um novo corpo
Acho que não tenho mais força para me libertar dessas correntes
Que seguem presas a meu coração,
Apunhalando minha alma com essa dor
Hoje estou em sangue,ontem estava em dor,e amanhã talvez esteja tudo seco para lágrimas
Estou com essas flores mortas dentro de meus olhos,não consigo mais ver nem sentir a pureza
Não tenho mais salvação talvez seja tudo uma parodia
Dessa solidão que enebria meu corpo...

Quero me perder em passos falsos e incertos
Quero sentir o gosto de uma nova vida
Quero estar bem quando amanhecer um novo dia
Quero chorar por uma noite inteira sem medo da escuridão...

Cansei de fingir ser forte
Cansei de tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Cansei de sentir dor sem poder derramar minhas lágrimas de sangue
Cansei de estar presa nesse abismo
Cansei de não sentir,e ainda sim sentir essa dor em minha alma...

Não quero ser fraca
Não quero ser forte
Não quero chorar
Não quero ter amores
Não quero novos rios para nadar
Não quero me libertar
Não quero estar presa por tantas correntes...

Só quero correntes leves que não me prenda nessa solidão
Só quero uma vez na vida a sorte de ser feliz,
Sem ter tanto reflexo nessas águas,
Sem mar,com tantas mares,
E nenhuma saída,para não me afundar,nessa solidão que reflete minha alma,
Nesse espelho profundo de dor.....

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